Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, abril 10, 2006

A imprensa dos mortos vivos!!

Aproveitando os périplos do Engº tão bem descritos por AOC fazemos uma viagem à imprensa do fim de semana, o Expresso que mais uma vez adopta um tom laudatório e subserviente à pata do PS.

Escrevia Nicolau Santos, o burgesso saloio que entrevistou o Presidente Sampaio à cabeceira de uma mesa sem casaco no palácio de belem. Justifica-se um pequeno àparte pois no meu país, cada vez mais idílico dizem para aí, em as refeições, reuniões e demais ocasiões quotidianas ou não os cavalheiros usam casaco de fato, não o penduram nas costas da cadeira e muito menos arregaçam as mangas para isso. Deixemos esses polimentos sociais aos cavadores e trolhas, aos trabalhadores rurais e demais profissões que embora dignas não têm o mesmo requisito de solenidade. Estabelecida a buçalidade do jornalista em questão passemos pois ao provincianismo saloio do costume.

Escrevia este iluminado que a imagem de Socrates correndo na marginal de Luanda era a perfeita imagem de que Luanda era uma cidade segura para se circular e que o Engº ilustrava o nacional porreirismo portugues num gesto que certamente seria bem interpretado entre os angolanos.

O artigo peca sobremaneira por vários motivos, primeiro Sócrates fez o seu jogging com o habitual séquito de seguranças.

Segundo creio que o que preocupara o angolano médio será alimentar-se, alimentar a sua família e prosperar minimamente num país que comumente em África consegue aliar um clã presidencial dos mais ricos com populações das mais miseráveis do mundo, certamente vítimas ainda de 500 anos de repressivo e violento colonialismo nacional que não obstante Angola ser dos maiores produtores petrolíferos do mundo ainda não se consegiu a almejada justiça social, ou seja um avião particular para cada membro da oligarquia dirigente...

Mas já estou a divagar, voltando ao jogging do Engº, desconhece o insigne jornalista a natureza dos nativos de África que se distinguem por serem ainda mais perguiçosos e indolentes que os portugueses. Certamente ver um "tonto" qualquer rodeado de seguranças a correr é certamente coisa de brancos pois o que é bom é descansar. Sem ofensa aos locais já que os brasucas não sao muito melhores mas enfim... «Foram os mundos que demos ao mundo»...

Terminando com a ideia do nacional porreirismo como uns o vêem, quando uns têm uma agenda social na qual frequentam eventos de moda ou espaços nocturnos é visto como deboche, devassidão ou coisas piores pelos zelotas do costume. As corridas do Engº no meio de um dos paises mais pobres do mundo é visto como nacional porreirismo, pena é que os que querem ver a humanidade ou a grandeza do Engº percam a noção do que se referem e do ambiente que o rodeia e do putrefacto estado da comunicação social nacional.