Uma entrevista com guião
Ontem o Eng. que também é Sócrates deu uma entrevista à SIC em prime time. A entrevista, especialmente se comparada com a do dia anterior feita por Conceição Lino, foi bastante prazenteira, lisonjeira e "caseirinha", ou não fossem os dois jornalistas consabidamente conotados com a área socialista de governo.
É curioso contudo ver o guião da entrevista, O PM conhecia as perguntas de antecipação, e tal qual aluno que marra de véspera e de cor, antecipavasse frequentemente às perguntas, fornecendo respostas antes mesmo destas terminarem. Momento alto foi quando, a meio da pergunta Ricardo Costa tentando terminar a pergunta é interrompido por Sócrates pedindo tempo para responder. Alias e sobre o duo dinâmico do expresso "do Rato" ou da meia noite consoante preferir o bom leitor dizer que Costa, a instâncias próprias ou por sentimento familiar tentou ainda em momentos raros um simulacro de contraditório, ao invés de Nicolau que trajava a rigor, de Laçarote, que nem uma apresentador de variedades ou de circo, anunciando em palco ou na pista o fabuloso Sócrates e o seu circo de pulgas amestradas ou outro número, o Eng. Mágico que faz desaparecer e aparecer documentos em estabelecimentos de Ensino ou outras coisas...
Continuando, o homem na ribalta foi fiel ao seu estilo ou seja mais do mesmo. Tiradas geniais como que a «mortalidade infantil já mata menos crianças» ou outras passaram em surdina entre os soundbites costumeiros que no final levam o contribuinte a pensar se Portugal merece um estadista de tamanha craveira. Já imagino o acto de contrição lá para os lados do Rato que começa com «Meu Engenheiro porque sois tão bom».
Em bom rigor e numa surriada de soundbites o que nos disse Sócrates, que na saude mudou o ministro mas a política é a mesma, e o facto de a ministra estar com um processo no Tribunal de Contas é algo estranho. Alias como Sócrates o disse, «não espera que o Tribunal de Contas não decida diversamente»! Risos! Fica em surdina o recado a Oliveira Martins! Na educção tudo óptimo bastando três anos de governo para diminuir o insucesso escolar. Aparentemente cada vez mais interessa chegar ao 5º ano sem saber ler e escrever que chumbar pelo meio. Terminar o 12º ano, mesmo que não sirva para nada e não corresponda a valências nenhumas, além de um emprego de caixa ou outro semelhante, e o desiderato nacional de qualificar e dar qualificações sobrepõe-se a absolutamente tudo o que são critérios de aprendizagem ou rigor. A moral socialista bem o diz que interessa é qualificar analfabetos mesmo que seja para nada. Alias o programa novas oportunidades consegue que o 10º,11º e 12º ano sejam espremidos em 3 meses de aulas à la minute! Para rir somente!
Ainda sobre a Educação a nova lei, tal qual as 20 anteriores certamente decorrem do corolário anarquista ou marxista que as escolas devem ser participadas, com pais, alunos e comunidade escolar, seja lá o que isso seja tudo a avaliar os professores. Para gaúdio ainda convém juntar a este orgão colegial também os autarcas. Ou seja um caldinho local que avalia os professores, uns mais ignorantes que outros no entanto deixando a marca da participação, o que à portuguesa significa tão só, todos berram, nínguem manda e todos opinam. Os professores esses berram menos pois aturam os desmandes e a falta de educação dos alunos assim como os autarcas da zona a dar bitates sobre a escola que provavelmente poucos frequentaram.
Já agora e por maioria de razão os professores também deviam avaliar os pais pela fibra e têmpera moral dos seus filhinhos! Ou seja além de um caldo de conflitualidade, juntar os autarcas significa politizar mais um bocado a escola. A finalidade é simples ao passar para a responsabilidade das autarquias, a Administração Central prepara-se para trespassar muitos dos seus encargos para as Câmaras cuja boa vocação já se conhece!
Outros highlights de Sócrates podem ser vistos na entrevista na qual o PM papagueou repetidamente meia dúzia de medidas absurdas, uma das quais e com bastante alarde a de por crianças até aos 10 ou 11 anos diariamente das 8 da manhã às 17.30 da tarde na escola em vez de estarem com os pais ou a família. Ao invés do que se promove na Europa com redução de horários de trabalho aos pais de forma a acompanharem as crianças o bom engenheiro põe as crianças na escola 9 horas ou mais por dia de forma a se socializarem umas com as outras ou seja a que passem mais tempo na escola que com a família, educando as criancinhas com cartilhas já sobejamente conhecidas!
O caminho que hoje se trilha não é de hoje nem de ontem já vem de longe contudo e infelizmente não se vislumbra uma mudança séria de políticas ou de forma de governação, insistindo-se em ilusões como promessas que não se cumprem e governando-se com o auxílio à sempre "simpáticas" ou ajustáveis estatísticas, nas quais tudo melhora contudo na vida real as dificuldades aumentam... Lembra um certo pais que existiu chamado União Soviética, esse paraíso socialista dos trabalhadores!
Etiquetas: Governo, jornalistas, Sic, Sócrates
