Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Estado Social(ista)

Numa delirante entrevista dada pelo Ministro da Solidariedade Social ficaram bem patentes os pensamentos chave acerca do Estado Social e de seu papel na sociedade, metas e compromissos.
De acordo com o bom ministro, o papel do Estado é de ajudar os mais frágeis e os mais carenciados, seja em prestações sociais, seja com alcavalas como o são o rendimento mínimo e outras esmolas estatais que visam redistribuir o bem estar!

Senão vejamos, a ideia de ajudar os mais carenciados têm sempre como pano de fundo uma ideia transcendente a todo o socialismo, nomeadamente aos bons senhores do largo do rato, a ideia do estado caridoso que dá aos pobres. Fazendo a ponte com a política fiscal fica bem clara a ideia de fundo, a de perpetuar um estado de coisas insustentável à custa de outros. Neste caso de todos os que não são nem frágeis nem pobres ou que simplesmente trabalhem e recebam mais do que a pobreza nacional salarial.

O projecto socialista é assim bem visível, ou seja, uma sociedade socialista na qual o Leviatã fiscal preda nos incautos, e por incautos não falamos de quem recebe mais de €60.000 por ano, mas sim todos aqueles que caem no meio e que pagam com dificuldades casas, suportam educações caríssimas de seus filhos e ainda têm de ajudar a criar os filhos dos outros, os que não pagam impostos ou simplesmente decidem que mais vale viver da caridade estatal a trabalhar e fazer pela vida. Ao contrário dos projectos socialistas anteriores o novo socialismo é uma aberração pois quer, precisa e necessita da desigualdade, seja para garantir o seu sustento seja para ter um rebanho de cidadãos para predar fiscalmente.

Ou seja, os frágeis são em maior número que os contribuintes e portanto se governa com o votos daqueles e com o dinheiro destes, atirando uns contra aos outros mas sempre aproveitando todos e mais alguns motivos socialistas para sacar mais uns eurinhos, seja no património, seja no capital seja por poderem suportar a extorsãozinha adicional que todos os dias aperta mais um pouco.

Era interessante por exemplo ver o desiquilíbrio entre as prestações e os proveitos ou mesmo o custo estupidamente alto que se paga por ter um estado que faz pouco, mal e caro. Ahh e já agora ainda se paga on the side aos privados para fazer o serviço, apenas porque como é humanamente compreensivel nao se deseja estar 6 meses para tirar um quisto ou 12 meses para uma consulta de dentista. Claro olha os abusadores...que paguem!

Bem se vê a verdadeira natureza do socialismo nacional, do qual o PSD é o reverso do PS, ou seja um Estado que necessita de desigualdade para manter uma carga fiscal brutal sobre poucos e dar uma mão cheia de nada a outros.

Enfim, o que aqui escrevi em nada difere de outros posts, no entanto fica mais uma vez o testemunho de como caminhamos para um buraco, cantando e rindo! O Pais e os Serviços Sociais iram estoirar a médio prazo, e cá estaram os mesmos para mais uma vez sofrerem indignidades ao património e à honra por não serem da camarilha do subsídio.

Já agora quantos casos de gente é que conhece que tenham deixado os subsidios? E por fim o PRACE, já pergunta clássica, alguém o viu por ai ou sente os seus efeitos?

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