Infâmia!
Umas breves linhas em atraso sobre o centenário do acto torpe vil e cruel que foi o regicídio de D. Carlos I, Rei de Portugal em 1908. Os funestos republicaninhos dos dias de hoje puseram em cena, nomeadamente na AR mais uma triste encenação política na qual o PS mostrou o seu carácter jacobino e atavicamente pequeno.
Em bom rigor e infelizmente a questão de regime não se põe em Portugal. A república reina incontestada quase sobre o plano político nacional. É pacífico. No entanto Portugal é mais que República e mais que Monarquia, razão pela qual se homenageiam reis, presidentes e outras figuras de destaque de igual medida.
Infelizmente a pequenez de meia dúzia mais uma vez triunfou sobre qualquer esclarecimento, legitimando não só a violência como forma de consolidação e prossecução de fins políticos mas mais ainda deixando bem patente um complexo triste e surumbático sobre a selectividade de critérios.
Fica a questão: era ou não o Rei D. Carlos em 1 de Fevereiro de 1908 o legítimo Chefe de Estado Português?
A questão é portanto de princípio e de Estado. Postura que o Presidente da República soube evidenciar, cum granu salis, antítese com outros mais iluminados socialistas e biltres afins que ilustram que infelizmente sofrem de paralisia cerebral uma vez que somente um lado do seu hemisfério é que orienta a sua visão.
A bala tocou ao Rei e ao Principe, homenageie-se o Buiça e a outra canalhada criminosa. A bala toca a Humberto Delgado, homenagem a Rosa Casaco ou outro qualquer pretenso autor da proeza?
Não creio e não o farei! E o bom leitor!
O Rei morreu!Viva o Rei!
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