Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, julho 13, 2006

Porteiradas e patrioticas invejas!

Neste pais muito se gosta discutir patacos e patacoadas, a recente «polémica» que alimenta os folhetins e se prende com os «prémios da selecção» revela muito do nível do portuga e da sua ambição.

Primeiro os factos, erroneamente se refere a imprensa que o pedido de isenção é feito ao abrigo do artigo 13º do CIRS, lamentavelmente as criaturas, inclusive da federação esqueceram-se de consultar o referido diploma, a mesma isenção é concedida ao abrigo do artigo 12º nº5 para efeitos de rigor fica a nota...

Aliás a questão encontra-se mal exposta já que não se trata de uma isenção mas sim de um pedido de isenção, o preciosismo parece idiótico admito contudo o intérprete mais atento verá que os rendimentos em questão se encontram sujeites a IRS mas e por beneplácito governamental poderão não ser tributadas as receitas mediante o pedido. Enquanto que a isenção é estável e permanente, consagrada na lei e de concessão automática a situação sub judice é diferente, é um beneplácito casuístico...

Remeto para os fiscalistas a sua qualificação doutrinária mais acertada....

Continuando a conversa de mercearia e porteira que tanto agrada aos indigenas e se prende com quem ganha quanto, relembramos a letra da lei, que entre o costumeiro jargão jurídico alude ao conceito vago e indeterminado de «classificações relevantes» como fundamento ao pedido de isenção.

Sem menosprezar os demais argumentos, inclusive de fiscalistas, creio que «classificação relevante» é na minha opinião muito singela e crua somente uma, a vitória total, não entendo tanto festejo com um mísero 4º lugar...

Mísero digo eu, cá na terra há muitos que se contentaram com isso...É verdade foi uma valerosa, brava e indómita campanha mas em bom rigor o 4º lugar nem ao pódio vai.

Sinceramente e em boa verdade, uma vez terminado o buliço festivo crê o bom leitor que a classificação é relevante? Eu tenho por não, os «herois lusos» para mim são o Vasco da Gama e o Camões, D. João II e outros que não quiseram ser os quartos a chegar a lado algum. Nivelar pelo quarto lugar é baixo, reducionista e pequenino. O feito foi óptimo mas foi apenas um quarto lugar...

Ora infelizmente os régulos nativos inclusive o ministro das finanças não tiveram coragem de o salientar, o Eng. Socrates mais a banda mais larga o choque mais tecnologico também não, atiraram logo pra porteirada, inveja costumeira e luta de classes ou prosélito e lusitano fado dos pobrezinhos e da constituição socialista das desigualdades.

Aproveitando a argumentação do Dr. AOC não o fizeram precisamente porque costumeiramente os politiquitos andam a reboque da foto barata, do futebolês, dos craques e das bandeirinhas, pois é isso também têm um preço.

Curiosamente ainda nao ouvi as doutas palavras do professor marcelo a respeito deste assunto, mas que espero com ânsia.

Acordem-me quando ganharem alguma coisa.