Mais do mesmo?
O Eng Pinto de Sousa encontra-se na Finlândia, parece que se maravilhou com a civilização por lá vista, pelas vistas e pelo desenvolvimento tecnológico lá da terra. Infelizmente nunca visitei até à data as terras Escandinavas e portanto não posso falar da terra nem das suas nativas...
Poderemos contudo comentar o pindérico parolismo do Engº que saindo da indóspita e atrasada Lusitânia se rendeu aos encantos da mui civilizada Finlândia. Mais uma vez o "saloio e bacoco" complexo de inferioridade português vêm ao de cima, desta vez pasmando-se o Engº com o progresso daquele povo nórdico. Rendido às suas virtudes e inflamado pelo sopro da civilização e finlandesa que em boa verdade nada mais são que um cocktail abastardado de eslavos (russos) e nórdicos, parece que redescobriu a paixão pelo ensino, almejando reproduzir copiosamente o modelo daquele belo país ao mesmo tempo que o seu modernista choque tecnológico embalará os espíritos nacionais para uma nova época de progresso e prosperidade.
Há no português um complexo de inferioridade e uma vergonha muito características, qual campónio em primeira visita pasmado pelas luzes da cidade e seus modernos costumes. Tristemente copiar per si não é mais do que "ir atrás" de um certo modelo que já nos leva uns quantos anos de avanço. O Engº não entendeu que copiar não aporta nenhuma mais valia específica a Portugal, infelizmente as apostas nos sectores estratégicos que Portugal beneficia continuam a ser ignoradas...
Dois brevíssimos exemplos históricos, o Engº é do Fundão, assim sendo deveria conhecer a história da sua região, no século XVIII tentou o conde da Ericeira trazer para Portugal as manufacturas texteis de forma a que os Portugueses conseguissem produzir produtos texteis de qualidade que fossem suficientes para abastecer o mercado nacional e estacar o fluxo para o exterior do país de ouro e prata que compunham a moeda em circulação. A experiência como nos sabemos resultou no que se sabe, nunca Portugal se tornou um portentado do textil e mais tarde o proteccionismo levou às infames "Pragmáticas" que consistiram na imposição de uma pauta aduaneira demasiado pesarosa para os produtos internacionais que concorrriam com os nacinais. Resultados já se conhecem, e também a política pagar subsídios para financiar industrias nacionais pouco competitivas também...
Outro Exemplo histórico. Vejam-se os documentos do Reino desde a sua fundação até hoje... Qual é o produto que encontramos sempre nas importações? Cerais, Portugal nunca foi capaz de satisfazer o seu consumo doméstico de cereais desde os tempos imemoriais. Resultado, gastam-se centenas de milhões de euros para a construcção do Alqueva que não servira para a ponta de um corno.
Enfim, nós por cá achamos que a Santa terrinha Lusitana tem muito para dar, desde que se saiba aonde tirar.
Infelizmente tirando os japoneses poucos povos sabem copiar de forma a que a cópia não seja mais que uma pálida reprodução do original. TErminando com a teoria muito em voga em "O mundo é plano" num mundo globalizado interessa produzir algo que seja diferenciado da concorrência, que aporte a mais valia determinante, não que seja somente mais um sensaborão gelado de baunilha como parece ser o modelo do Engº Pinto de Sousa.
