Prioridades...
Corre nos principais títulos da imprensa escrita da urbe a notícia de que a criminalidade económica não consta das prioridades de investigação pela Polícia Judiciária, felizmente a presente lei de investigação criminal é suficientemente confusa para culpar os diversos intervenientes deste processo, bem como para depois de uma breve excitação em torno do tema, dois debates bem intencionados com efeitos formativos e duas notas soltas do pequeno anão cair pela base, ou seja perder o interesse. Infelizmente a plebe pouco se interessa com a corrupção nos serviços públicos, especialmente os da administração local.
A "labregada" cá da zona fica chocada com a corrupção desportiva, campeonatos escamoteados, penalties roubados, foras de jogo, quantas horas por ano se passam a discutir a suposta corrupção desportiva. Dentro de cada "Zé" cá da terra vive um jurisconsulto romano, senão vejamos qualquer discussão sobre corrupção no fenómeno desportivo é feita com paixão, mas também com razão, invocando precedentes(jogos e lançes das ultimas 20 épocas), discutindo a matéria de direito, pedindo justiça...O que interessam o caso Eurominas, o Saco Azul da Fatinha ou as negociatas do senhores do sistema político quando comparados á última jogada de um jogo qualquer...
Infelizmente dentro do "ZÉ" da terra não vive um cidadão exigente quanto aos negócios públicos, à forma de governação, um consumidor exigente e consciente vive sim um "paineleiro de arbitragens".
Facilmente toleramos a corrupção nos negócios públicos, infelizmente grassa por cá a mentalidade de que "todos roubam mas aquele ao menos é amigo do povo".
Citando Maquiavel, «Quão suave é a mentira tão doce o engano»...
