Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

terça-feira, abril 08, 2008

Quo vadis monstrum?

Sobre o OE de 2007 e a sua execução escreve Miguel Frasquilho no JNegócios de hoje o seguinte:

«Portanto, não creio que seja por aqui que José Sócrates se possa justificar. Contudo, o pior – e que passou quase despercebido – surge quando se conclui que os principais agregados da despesa tiveram um resultado real em 2007 pior do que tinha sido previsto. Na verdade, tomando como comparação as estimativas relativas a 2007 inscritas no Orçamento do Estado para 2008 (as mais recentes) com os números da execução orçamental agora apurados, temos que:
- as despesas com o pessoal, que se previa ficarem em 12,8% do PIB, afinal, vieram a situar-se em 12,9%;
- as despesas correntes primárias, que deviam ter-se situado em 39,1% do PIB, acabaram por ficar em 39,4%;
- a despesa pública total, que se estimava ficar em 45,4% do PIB, ficou em 45,7%;
- as receitas, que se previa ficarem em 42,4% do PIB, situaram-se, afinal, em? 43,1%


Ou seja cresce a despesa pública, aumentam desproporcionalmente as receitas fiscais e o monstro passa pelas gotas de chuva, mesmo num dia tempestuoso como o de hoje...

Venham mais governos reformistas como este!

Etiquetas: , ,