O retrocesso civilizacional
Parece que a proposta de diminuir a idade mínima de imputação criminal apresentada pelo CDS levatou um enorme celeuma entre os restantes partidos políticos. Entre os diversos partidos políticos as reacções foram de crítica e de descontentamento.
Ora parece que certas cabecinhas pensantes em S.Bento, contradição nos termos, consideram que passar a idade de imputação penal para os 14 anos é um retrocesso civilizacional, não obstante em toda a Europa o movimento ser precisamente esse, veja-se"somente" o caso de países como o Reino Unido(10 anos), a Grécia(12 anos), a França e a Austria (13 anos) e a Itália e Alemanha (14 anos), oh gente retrógada que nega os valores civilizacionais, felizmente as luminárias de S. Bento fixaram o seu limite, 16 anos nem mais nem menos.
Retrocesso civilizacional? Dúvido, retrocesso civilizacional é não responsabilizar os adolescentes em devido tempo é criar situações de impunidade ao mesmo tempo que socialmente se ignora até ser demasiado tarde certos comportamentos proibidos em sociedade. Com 16 anos como provam demasiadas situações é demasiado tarde para alterar ou impedir um caminho de delinquência, mas enfim somos mais civilizados que os outros países todos por termos mentes brilhantes que preferem desresponsabilizar em vez de obrigar os cidadãos, mesmo os mais jovens a assumir responsabilidades.
Civilização implica precisamente continuidade e acolhimento de um património social e valores comuns, tanto quanto sei o da responsabilização pessoal é um deles. Sinal do retrocesso civilizacional é precisamente é uma cultura de laxismo e de falta de chamamento à colação e responsabilidades do ser humano, é desculpabilizar de forma artificial e grosseira, é colocar os jovens numa situação de impunidade e alheamento, não aplicando ou "educando" em devido tempo.
Entre os diversos psicólogos e demais cientistas dessas áreas do comportamento juvenil é priviligiada a tese da responsabilidade, de crescentemente à medida que o pequeno infante cresce se lhe atribuam obrigações sobre a sua própria vida, não se trata uma criança com 10 da mesma forma que uma com 5, nem uma de 12 como uma de 16 pois, para além de fisicamente os estados de desenvolvimento serem diferentes, também os processos mentais. Ambos não têm a capacidade de descernimento de um adulto, contudo alhear os jovens de qulquer imputação penal é retrógada e cretino. È transferir para a esfera dos pais responsabilidades que devem ser partilhadas com a sociedade, tentando até ao presente não dar exemplos concretos pergunto se um miudo de 14, 15 anos que com violência ou uso de armas de fogo realiza diversos assaltos não têm consciência dos seus actos?
Como neste absurdo pais as coisas só se resolvem a "quente" no dia em que suceder um homicídio ou outro qualquer grave crime se tratará prontamente de alterar os ditos limites, comose o problema hoje não fosse já de si premente.
