As passas do Algarve!
O post é tardio mas espera-se ainda actual.
Novo estilo em Belem, novas formas de festa nos feriados. Enjoados que estavamos do estilo serôdio e murcho das comemorações de Sampaio, o tom cinzento, a critica ao governo (quando não é da cor do PR), os discursos plenos de analepses e prolepses, de invectivas e desafios ao progresso, de grisalhas e complexas palavras de visitinhas absurdas e de xaropadas de sempre as comemorações da nova Presidência inauguraram um novo estilo mais clássico e mais institucional.
Em comemorações de feriados anteriores o Dr. Sampaio brindava-nos com os freak shows de sempre, os modelos de sucesso e as criticas mordazes, a lenga lenga costumeira de uma presidência sempre cinzenta mesmo em solarengos dias como os que frequentemente banham o nosso pais.
È necessário apostar na qualificação (bocejo)!
A aposta do ensino é o desafio para Portugal (boriiiiiiiing)!
O dia de Portugal é também o dia das comunidades e da língua portuguesa (Bof!)!
Eis algumas tiradas clássicas de qualquer monolítica celebração nacional que em dias festivos como o 10 de Junho tinham o condão de aborrecer ainda mais os pobres cidadãos, segue-se normalmente a já habitual condecoração de todo o corajoso anti fascista, ou seja o gajo que quando passava de fronte da pide, com as mãos nos bolsos fazia um manguito, ou o corajoso lutador que para fugir à tropa foi-se politizar para Paris, outros exemplos já se conhecem, o do Palma Inácio que roubou bancos cujo dinheiro nunca mais se viu ou outros ridículos que premiavam tudo e mais um par de botas, desde o dr. que coseu uns pontinhos no dedinho de um estuporzinho qualquer ao tratador de animais ou outros casos absurdos como o do U2 ou outros mas enfim, isso não mudou.
Antes de irmos para a linha mestra fica somente a curiosidade, poucos ex ministros neste pais não foram condecorados pelo Dr. Sampaio, poucos deputados ou ex deputados ibidem, de entre a classe política duvido que poucos sejam os não contemplados com a medalhita ou comenda merdosa costumeira. Curiosamente o país esta no belo estado que está, educação, justiça etc são somente um exemplo. È caso para perguntar, com tanta honraria e distinção como é que as coisas estão como estão? O mau estar é no verbatim da propria classe claro!
As comemorações do Dr. Sampaio eram sim umas verdadeiras passas do Algarve por diversos motivos primeiro a 9999999 eram um seca e ainda para mais por vezes calhavam ao sabado o que implicava que se nos estragava mais um dia de descanço é que o pais so deve ter 13 feriados por ano mas enfim adiante...
Com o Prof. Anibal as coisas são mais animadas, finalmente voltamos à solenidade mais digna de outros tempos, aviões pelo ar, tropas na parada e tanques no asfalto, o povão bem que gosta e se diverte, não que haja um Bismarck militar em cada ignoto cidadão, mas o Sampaio a distribuir apetos de mão entre criancinhas negras e amarelas, brancas e chinesas celebrando a portugalidade e as comunidades e mais o Camões é uma seca quando comparado a voos rasantes e salvas de fragatas ao largo.
Não só se vê o hardware militar, os magalas batendo a sola na calçada etc e tal mas também o discurso muda, nada de celebrações critinicas dos povos irmãos e fantuchadas que só o Sampas gostava, mas sim um discurso austero sobre a necessidade de o luso gentio contribuir para a defesa e prosperida da terra. Defesa Nacional, empreendorismo e cultura pro activa, acabaram-se as secantes odes e romarias a do dr. Sampaio louvando este e aquele e aborrecendo todo o mundo e mais o outro... O discurso sóbrio e musculado, sempre dentro da dignidade de estado, com camuflados e gente na assistencia é bem mais interessante, mesmo que os media preferissem as cuecas do Ronaldo, os grunhos do Scolari ou o porta chaves do figo, o buda que um ignoto anormal trouxe as cosras de albufeira ou o gajo que pedalou ate a alemanha pra ver os craques fica a nota, a pose formal e solene honrando a Portugalidade e valores lusos em detrimento do rol de queixumes deprimentes servidos com meias frases, não patrioticas pois isso e fascismo ou outro cliche qualquer...
