Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, março 03, 2006

Um dia diferente... ou igual?

Todos os dias acordo com o pensamento de que hoje é que vou aprender coisas novas, alcançar novos objectivos, definir novas metas.

No fim deste dia que passou apenas tenho a dizer que:
(i) o SEF cheira mal;
(ii) chamar desaorganizado àquele serviço era demasiado simpático e não tinha em consideração a bandalheira de senhas, funcionários incompetentes, advogados vigaristas e seguranças que se julgam inspectores do SEF ou mesmo polícias;
(iii) existem mais estrangeiros ilegais em Portugal do que estrangeiros legais;
(iv) foi preciso 4 horas para ser atendido, e 1h e 30m para proceder ao devido pagamento de taxa, coima, e o raio que o parta... 100 contos (na moeda antiga)...

Com este retrato, como é que as brasileiras giras hão de vir para Portugal??? é óbvio que o que vem é o Camafeu do Nordeste, o encaracoladinho da Bahia, e o vigarista do Rio.

Não podes fazer nada...

A não apresentar a reclamação devida... mas... espera...se reclamares nunca mais poderás resolver nenhum assunto lá... nem a tua empregada... nem o problema do carpinteiro ou do electrecista... pois... se calhar o melhor é mesmo comer e calar...

É esta mentalidade que existe, conforme confidenciada por um colega lá presente, que faz com que o funcionalismo público funcione tal qual a época da pedra lascada, onde até os computadores de última geração não funcionam na mão dos trolhas que estão atrás do balcão.

E se alguma coisa poderia ser alterada pelo "Plano Tecnológico", era preciso não saber como estes planos são delineados para acreditar nos mesmos. O que é preciso não é mais windows ou word ou explorer ou internet. O que é preciso é uma classe de servidores públicos que queiram servir a Causa Pública, que estejam disponíveis para ajudar e que sejam remunerados em condições. Para que isso aconteça é preciso despedir uns largos milhares de funcionários públicos que não conseguem inserir um dado no computador, que não sabem fazer uma pesquisa na internet (nem querem aprender), e que, consequentemente passam o dia em pausas para café, água, ou mesmo para conversar com a vizinha do lado enquanto 50 pessoas esperam a sua vez (aconteceu tantas vezes meu Deus!!!).

Finalmente, é preciso ensinar as pessoas. Como dizem os nossos páis, "ninguém nasce ensinado" e portanto deve o Estado - maior entidade empregadora do país - formar os seus trabalhadores, como é exigido no Código de Trabalho. E se estes não trabalham como é devido, devem ser punidos, sancionados e se for necessário substituídos por pessoas mais capazes.

Se o Estado não cumpre o que exige, com que moral podes exigir a terceiros o cumprimento das referidas disposições legais?